9.1.07
Faltam seis meses
Seis meses apenas para o dia D.

Há nervos, ansiedade. Não o nervosismo do receio da vida nova, não o de questionar se é realmente isto que eu quero ou não quero. É impossível ter mais certezas. Agora se vai correr bem? É preciso ter esperança, é preciso ter paciência. É preciso saber esperar e, se calhar, até, virar as costas na altura certa e ir esfriar a cabeça. Não sei, nunca o fiz, mas vai concerteza ser uma experiência muito engraçada. O nervosismo e ansiedade vêm da preparação dos preparativos, se é que isto existe. Venha o Euromilhões para contratar alguém que faça tudo por mim e que eu só chegue lá no dia. E depois perdia a piada desta contagem decrescente, de cada pormenor idealizado e a tentativa de o por em pratica com os recursos possíveis, usar a imaginação até ao limite, deixar voar a criatividade, que por sinal, ultimamente não abunda por aqui. Aliás, ansiedade e nervosismo é como milho para os pardais, mas criatividade, felicidade em cada pormenor, vontade de fazer alguma coisa… nula. Não estava a contar ficar onde estou mais três meses. Não estava a contar com o rumo que de repente segui sozinho deixando de ser eu a ter pulso nele. Será que alguma vez tive?

Para fazer alguma coisa tenho que ser duplamente incentivada, tenho que me convencer que o tempo está a passar e que se não for eu mais ninguém o faz. E neste caso tenho mesmo que ser eu. Nem os panitos para o próprio dia me entusiasmam. Ontem tive que ir à força, porque tinha mesmo que ser. Porque dei a minha palavra. E mais uma vez, o idealizado transformou-se numa nuvem e esfumou-se da minha memória. E agora? Voltar ao princípio, voltar a percorrer todo este caminho? Sem vontade, se força, mas com muito, muito desejo que já tivesse saltado esta parte…

 
posted by martowsky at 11:52 | Permalink |


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