10.1.07
Força de Vontade

Hoje iniciei uma nova fase da minha vida. Tenho que ter alguma coragem, mas principalmente força de vontade. Não sei onde a ir buscar, nunca a vi, fisicamente, mas sei que ela está cá dentro. Pequenina ainda mas vai ter que crescer e muito. Muito mesmo. E quando digo que sei que ela está cá dentro é completamente verdade. Ora vejamos uma das situações:

Deixar de fumar de um dia para o outro, sem sequer ter pensado nisso para os próximos tempos, e com um maço cheio em cima da secretária e inclusive, andar com outro na carteira nos dois dias que se seguiram. Ora passo a explicar: Consulta de medicina no trabalho duas semanas antes, análises ao sangue, à urina, testes auditivos, electrocardiograma, raio-x torácico, auscultação, medição de tensão, tudo analisado. A médica inclusive perguntou quantos cigarros por dia, e durante a semana nessa altura andava a tentar fumar apenas dez. Praticamente impossível quase.

No dia 17 de Novembro, lembro-me de ter visto a reportagem sobre o Dia do Não Fumador e achei que a semanita de férias em Dezembro em S. Tomé iriam ajudar a deixar de fumar, mas sem grandes pressões nem muito confiante. Nunca gostei muito de fumar com calor, e principalmente em S. Tomé onde o ar é tão húmido e denso que ainda com o cigarro quase não entra.

Cheguei ao gabinete e recebi logo de seguida o raio-x e o relatório anexo. Caiu-me tudo. Manchas no pulmão esquerdo. Presença de tecidos moles no 1º andar não sei das quantas. Passei-me e amaldiçoei todos os cigarros que tinha fumado até então. Fiz uma retrospectiva de há quanto tempo fumava, a quantidade de maços já fumados, a estupidez de ter voltado a fumar após dois anos de paragem…

Nunca mais toquei num cigarro. Voltei a fazer o raio-x e pulmões limpinhos. As manchas e tecidos moles eram afinal o meu soutien. Ponderei dizer alguma coisa. Não o fiz. Afinal foi o melhor remédio para deixar de fumar.

No fim de saber que estava tudo bem, disse ao médico: pelo menos serviu para deixar de fumar. Ele prontamente respondeu acendendo um cigarro: para quê? Vais morrer na mesma. Poderia ter acendido um cigarro imediatamente, como todos os que me rodeavam. Mas não, já tinha interiorizado que já não fumava e que queria evitar que aquele diagnóstico, mas verdadeiro, alguma vez chegasse.

Hoje é outro início, este já mais programado, já tantas vezes tentado mas sem sucesso. Era necessário definir regras, obter acompanhamento e alertar quem está comigo para me ajudar.

Hoje iniciei a Dieta 10.

E espero que a força de vontade se junte outra vez a mim nesta decisão.


 
posted by martowsky at 13:06 | Permalink |


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